Num beco escuro,
Porque os becos são escuros,
Corria de encontro ao céu toda fumaça
De seu acaso.
Entre os dedos
Somente aquilo que cabia ao bolso...
Desenhava o preto imenso um destino,
Sabiam todas as luzes da escuridão
Do teu recanto, do teu sossego,
E não negues tua fuga.
Ali, somente ali,
Ecoam melodias assassinas,
Na tua entrega, na tua esquina,
Onde tua alma não cinge mais a razão,
Teus pés... fortes pés,
Não tocam mais o chão,
Não há mais ponto de encontro,
Não há mais ocasião,
E não há mais o que ressurgir...
...ali jaz quem a si recusou.
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