quarta-feira, 22 de julho de 2009

Um dormir entre flores.

Caem as folhas,
Quisera vê-las,
Algo se renova sagaz,
Quisera sentir.
Pois és súbito,
Escravo do louco perfume
Que enrubesce os casais.
Diga, se quiseres,
Que por acaso nasceu o acaso...

Pois bem,
Deste acaso tão causador,
Acaso respiras ar puro... Sem dor.
Tem a abelha o ofício do mel,
E em todo caso, todo ser o seu papel.

Não retrates o que não conheces,
Pois tu quem o diz
És aquele que não enxerga as cores,
E quando a morte bater à porta,
Que seja o eterno leito
Um dormir entre flores.

Um comentário:

  1. "Deste acaso tão causador"

    tu ainda continuas com tuas levadas antigas, "Deste acaso tão causador" já escutei várias vezes esse dizer nos teus projetos, e novamente reverencio a tua história poética, de descoberta de desempenho...
    parabéns...

    que continues por intermináveis anos descobrindo coisas ocultas que somente a poesia nos traz.... abraços

    dilson

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