domingo, 8 de agosto de 2010

Há quem ame.

Há sempre o mesmo toque,
Mesmo ímpeto desnudo e carnal,
Confuso em sua primitiva esfera,
Desgarrado,
Obsessivo.
Há quem não goze do perfume de todos os dias,
Dos lábios persuasivos que desferem
Banais carícias e torpes ensejos,
Devassos lábios e diversos.

Olhai atento o amor,
Pois há nele a coragem da constante renúncia.

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