Interessante, caro amigo,
Que com o tempo se ganha o apreço das pessoas,
A amizade, não eterna,
Ainda assim lhe dá o prazer das coisas boas.
Na companhia, tão alegre,
Aproveita-se o instante como o derradeiro,
Contudo, frente a frente,
Há quem dissimule o falso em verdadeiro.
Logo,
Vê que somos um velho retrato
De feição mesquinha e desagradável,
Que na busca egoísta de não sei o que,
Procura sempre um novo querido e afável.
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