sábado, 13 de agosto de 2011

Das tuas aflições.

A maldade que me afronta o bom-senso,
Turva-me o caminho e o tino da razão,
São as palavras que te lanço intenso:
Mais do que ditas, adjetivos de aflição.

Amor e ódio andam sempre juntos,
É o que gemem os chacais do espelho.
Bem o sabem que por ora fajutos
São todos os seus desmiolados conselhos.

Por agora desejo o castigo arrasador,
Pois sustenta quem me ama, espinhos de amor,
Num estar às vezes melancólico, de agonia.

Na espera por minha bondade arredia,
Verte o sangue ao invés das lágrimas
Por um amor envolto em lástimas.

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