sábado, 13 de agosto de 2011

O que era belo...

Em cólera fez-se aquele tal pranto,
Pedra soberana agora, furor.
Um quebrante das mesmices do amor,
Minha nova face, meu por enquanto.

Sujo e tão singelo, meu amargo passado,
Contemplação cega ao céu de outono...
Sou sangue incrédulo, meu próprio dono,
Já não me torturo de embasbacado.

Das sobras mortas do que eu pretendia,
Só o teu sorriso pra minha alegria:
A lembrança cruel de um sonho quente.

Me fora a sorte fugaz, fora ardente,
E hoje o tempo já não me traz o engano,
E o que era belo me surge profano.

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